quarta-feira, 15 de junho de 2016

de de

Papo de Mãe: Hemorragia no parto


Oie!! 

Seja bem vinda!

Venho contar para vocês a experiencia que tive de ter tido hemorragia no parto do Miguel.
O parto em si foi tranquilo. Cheguei no hospital as 6h30min e as 13h55min meu filho nasceu. Após o parto me higienizaram, deram pontos, procedimento de praxe. O problema foi depois do parto. Me  colocam em uma cadeira de rodas para me transporta para o quarto. Procedimento este que é recorrente também. Para as mulheres que não tiveram filho ou tiveram cesárea, durante o parto normal não é permitido se alimentar, pois pode ter alguma complicação que impeça o parto e se for necessário uma cesárea o jejum se faz necessário. 

Quando me colocaram na cadeira de rodas e me deram o meu filho para eu segurar foi que começou o meu problema. Desmaiei. Nesse desmaio acabei por de forma inconsciente deixando meu filho cair no chão. Ele estava envolto apenas em uma manta. Retornei imediatamente ao local do parto. Meu filho foi para uma outra sala. Logo quando recobri meus sentidos percebi que algo errado havia acontecido. Estava em uma maca, sem meu filho e toda ensanguentada. Sim, perdia sangue de uma forma intensa. Os médicos me colocaram no soro e injetaram medicações em mim. Ao mesmo tempo, minha cabeça estava a procura do meu filho. Quando enfim me trouxeram ele fiquei aliviada. E por milagre nada aconteceu a ele. O problema foi mesmo comigo. Meu útero não contraia de jeito nenhum. Já estava anoitecendo e eu na mesma situação. Quando entrou uma enfermeira e me propôs transfusão de sangue. Ela perguntou, porque pelo que pesquisei determinadas religiões não permitem este tipo de procedimento. Como eu queria me ver livre daquela situação desconfortável o mais rápido possível, permiti. Foi revigorante. Mas mesmo assim meu útero continuava do mesmo jeito. 

Estava cada vez mais nervosa. Quando uma médica disse que tentariam uma nova dose e se porventura não desse jeito, eu seria sedada e provavelmente retirariam meu útero. Fiquei apavorada. E precisei tomar quatro comprimidos de uma vez e mais uma monte de coisas pela veia. Meu marido, coitado, estava exausto. Ele estava desde 6h da manhã comigo e já eram mais de 22h. Ele estava de jejum junto comigo. Quando até que em fim, meu útero começou a voltar ao normal. Estava cansada, com fome, precisava de um banho urgente. Fui para o quarto, mas dessa vez de maca. Meu marido foi para a casa se recompor (já era meia noite). No dia seguinte ele estava lá as 8h da manhã e eu estava bem. Melhorei, meu filho estava limpinho, aconchegado e bem. 
Recomendo o parto normal, talvez se tivesse feito cesárea hoje não teria o Nicolas e nem  estaria aguardando com muita ansiedade a Geovana. Na cesárea por se tratar de um procedimento cirúrgico e você estar sob efeito de anestesia o médico precisa ser rápido na decisão. Se meu útero não contraísse teria que ser retirado.  Se retirassem não poderia ser mãe novamente.
Tudo acontece porque tem acontecer. Acho que fiz o correto. Cesárea marcada, mas preferi no último instante o parto normal. A partir desse dia passei dar mais valor ao meu sexto sentido. 

Miguel nasceu com 50cm e 3.330kg.
OBS: Não sou contra a cesárea, acho que deve ser feita caso o parto normal ofereça algum risco ao bebê ou a mãe.

Conte sobre a experiencia de vocês.

Bjs e até o próximo post.

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